Em Ruínas, exposto no Museu Histórico de São José, na exposição Pretexto, em 2007, sob a curadoria de Fernando Lindote, foram utilizadas várias sacolas, material efêmero, coladas de maneira diferenciada das anteriores, pintada a parte central, como se fosse o fundo, deixando só o contorno delineado pela fita crepe. Esta técnica tornou-se necessária devido às cores das sacolas serem muito escuras, a maioria preta. O resultado foi que, como o material das sacolas era menos resistente, aconteceram muitos rasgos, o que levou ao nome da obra, e até um vinculo melancólico/ romântico.Jorge Luiz assim escreve sobre ela:
“Maria continua empreendendo sua busca, achando e percebendo em suas sacolas mais do que compras e vendas. Sou suspeito de falar: já a conheço de outros pretextos. Ela é presdigitadora de papelão e tinta: faz pintura onde não havia. Recorta o que pintou e na silhueta dessa ausência preenche o quadro. Maria pretoebranco rasga sombras vibrantes, cor de marrom-carne, marrom-casca, nua. Essas formas orgânicas não está lá mas sua presença se sente mesmo assim. Ficaram lindas suas sacolas vaziacheias, agora emolduradas.
Sentir falta é fácil, mas sentir a presença de algo quando ele está ausente isso só se sente no amor, ou na arte. Maria mágica, saca formas de fundo de sua sacola, como se cartola fosse”.