



Flâneur [2011]
“A grande lição da imagem fotográfica está em poder afirmar: “Ali está a superfície. Agora pense – ou melhor, sinta, intua – no que possa estar do outro lado dela, e como seria a realidade se fosse assim” (SONTAG, 1984, p.22).
O Flâneur [2011] trata-se de múltiplo* virtual com quinze imagens que estarão disponível na internet, por e-mail, a partir do dia da árvore, 21 de setembro.
Elas têm 12cm x 16cm (300 dpi), elaboradas com painas coloridas com pigmentos naturais (beterraba, açafrão, erva-mate...). Foram congeladas em formas de tamanhos variados, com um pouco de água, e fotografadas à medida que iam descongelando. Como no Flâneur [2005] (vide abaixo), elas parecem uma deliciosa sobremesa “[...] a preocupação da realidade que a câmara possibilita deve sempre ocultar mais do que revelar” (SONTAG, 1984, p.23).
A idéia é enviar uma de cada tipo para pessoas desconhecidas umas das outras e informá-la que há outras 14 circulando por aí (e-mails, blogs, facebooks...).
As pessoas vão poder colecionar as imagens, como num álbum de figurinhas, por exemplo, ou podem emoldurá-las como quadros, ou transformá-las em livro, ou albergá-las nos seus sites, ou trocá-las via endereços eletrônicos. É só deixar a imaginação funcionar!
Claro que uma é delas é a “figurinha difícil”... ela estará albergada no blog do Baobah:
http://baobahestudios.com.br/blog/
Mas nem eu sei quando e por quanto tempo o blog colocará, para tanto, você deverá ficar antenado!!!
Pelo e-mail: paisagens.a.vista@gmail.com você poderá informar, se assim desejar, qual o destino que deu às imagens!!!
O Flâneur [2011] quer instigar percepção, observação, interação, utilizando um meio muito comum em nossa época, numa tentativa de ativar o espaço Fora (paineiras na paisagem!).
Bom apetite!!!
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*Múltiplo
Termo que é utilizado, principalmente a partir da década de 1960, para designar trabalhos artísticos que, sem serem gravuras ou esculturas moldadas, são concebidos com o intuito de serem reproduzidos em grande ou, às vezes, ilimitado número de cópias. Ao contrário da gravura e da escultura moldada, cujas cópias são tradicionalmente executadas a partir de uma matriz feita a mão pelo próprio artista, os múltiplos, realizados em geral com materiais e processos industriais, se originam de um protótipo, de um projeto ou de instruções apresentados pelo autor da obra. Em tese, o princípio que norteia este tipo de produção é o da disseminação da obra de arte, tornando-a, pelo procedimento da multiplicação, um bem de consumo acessível a um público mais vasto. Ao mesmo tempo, esta atitude denota uma crítica ao valor atribuído a um objeto de arte por sua condição de singularidade, de obra única, destinada apenas aos colecionadores e aos museus. Este tipo de questionamento e produção está presente em trabalhos como os realizados por artistas ligados à arte pop e ao Fluxus.[1]
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[1] Fonte: www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=3806. Pesquisado em 19/09/2011

